19 de março - Dia de São José

São José, Tomai sob vossa proteção a causa importante que vos confiamos, para que tenha uma solução favorável.

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2016

CASA COMUM: Nossa Responsabilidade.

JESUS, Caminho, Verdade e Vida!

Convertei-vos e crede no Evangelho. Mc. 1,15

Nossa Senhora Aparecida

Padroeira do Brasil!

MISERICÓRDIA

É o caminho que une Deus e o Homem.

16 de fevereiro de 2017

CURSILHO: Escola Vivencial



Setor Executivo Diocesano de Una/BA do Movimento de Cursilho iniciou as atividades do ano de 2017, no dia 06.01.17 com a realização da Escola Vivencial ministrada pelo Coordenador Diocesano da Diocese de Itabuna/BA, Luiz Carlos Souza (Lula). A Escola aconteceu no Salão Paroquial com a presença dos cursilhistas da Paróquia São José (Una/BA).









4 de fevereiro de 2017

CURSILHO: GED da Dicose de Itabuna participa da Reunião do GER em Eunápolis



Representantes do Grupo Executivo Diocesano (GED) da Diocese de Itabuna/BA participa do Encontro de Coordenadores do setor 02 – Sul da Bahia do Grupo Executivo Regional (GER) na cidade de Eunápolis. Participaram da reunião membros dos GED’s das Dioceses de Itabuna, Ilhéus, Teixeira de Freitas e Eunápolis.



Assessor Espiritual do GED da Diocese de Eunápolis











OUTEIRO - UNA: Abertura do Tríduo do Senhor do Bomfim


No último dia 02 de fevereiro iniciou no distrito de Outeiro (Una/BA) o tríduo em preparação a Festa do Senhor do Bonfim, que acontecerá no dia 05.02. A Abertura do Tríduo teve como presidente da Celebração, o Padre Gilvan Oliveira e a participação da comunidade da Igreja Matriz São José (Una/BA).


















Carta MCC Brasil – Fevereiro 2017 – 210ª.





 “Eu sou o CAMINHO, a VERDADE e a VIDA” (Jo 14,6).
 “Eu sou a luz do mundo:
 quem me segue não andará nas trevas,
mas terá a luz da vida” (Jo 8,12...

Meus caros leitores, leitoras, amigos e amigas desta partilha mensal de reflexões: desejo-lhes toda a paz e a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Como sabem, ao deixar minhas funções de Assessor Nacional do Movimento de Cursilhos, fui substituído pelo Pe. Francisco Bianchin (Pe.Xiko), que me encarregou de prosseguir escrevendo estas Cartas mensais. Ao devolver-lhe a tarefa no início deste ano, Pe.Xiko solicitou que eu continuasse com ela. Aceitando então a incumbência, agradeço novamente a confiança em mim depositada e, enquanto o Senhor houver por bem dar-me forças e alguma lucidez, disponho-me a continuar este encontro mensal no qual já podemos enumerar esta nossa 210ª Carta!

Para este mês de fevereiro, penso em propor-lhes um assunto do momento, aliás, já abordado em carta anterior, ainda que bastante superficialmente: a pós-verdade e a fé na Palavra de Deus manifestada pelas Sagradas Escrituras, sobretudo nos Evangelhos, e o seguidor de Jesus em relação com as novas perspectivas da consciência humana. Vamos percorrer um breve itinerário:

1. Recordando...

a)                 No que consiste a chamada “sociedade líquida”? A uma cultura primitiva (cerca de 8.000 anos) sucedeu uma cultura chamada moderna (aproximadamente até o ano de 1750). Em não mais que 200 anos (em torno de 1950), teria tido início a sociedade dita pós-moderna, agora substituída pela sociedade ou cultura que se convencionou chamar de “líquida”. Esta, como afirma o antropólogo Zygmunt Bauman, “ao contrário do que ocorreu durante o século XX, não pensa a longo prazo, não consegue traduzir seus desejos em um projeto de longa duração e de trabalho duro e intenso para a humanidade. Os grandes projetos de novas sociedades se perderam e a força da sociedade não é mais voltada para o alcance de um objetivo”. A uma cultura de objetivos “sólidos”, sucede uma cultura sem objetivos específicos, superficial e consumista.

b)                 E a sociedade da pós-verdade? Ainda não bem esclarecidos os rumos dessa sociedade líquida, surge, sobretudo a partir de 2016, a sociedade da “pós-verdade”. E o que é a pós-verdade? O Dicionário Oxford, afirmando que o ano de 2016 foi o ano da pós-verdade, definiu-a como “um adjetivo que se relaciona com ou denota as circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. Pergunta-se: tudo isso tem a ver com a missão evangelizadora da Igreja? Veremos mais abaixo. Antes, porém, uma outra anotação.

c)                  QS (consciência espiritual). Ainda não muito conhecida na sua conceituação ou nos seus efeitos, surge agora uma outra avaliação da consciência humana. À consciência congênita (QI), acrescenta-se a consciência emocional (QE). Acentua-se, então, a presença de uma consciência espiritual (QS) que, em nossa análise, tem a ver com a valorização de tudo o que é positivo na ação de cada um e dos dons concedidos por Deus à pessoa. Trata-se, enfim, do que se pode e deve entender por espiritualidade.

2. Desafios e atitudes de um seguidor de Jesus para o discernimento e anúncio da Palavra em tempos de pós-verdade e de consciência espiritual. Ao enviar os “outros setenta e dois discípulos” para a missão de anunciar o Reino de Deus (Lc 10,11), Jesus não lhes esconde que essa missão está cercada de inúmeros desafios e dificuldades, de obstáculos e contradições: “Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos” (Lc 10,5).
Seriam a “sociedade líquida”, a cultura da “pós-verdade” ou a nova consciência espiritual os lobos de hoje para o meio dos quais somos enviados como discípulos para anunciar o Reino de Deus? Ou seriam os novos demônios que devemos expulsar em nome de Jesus (cf. Lc 9,1)? Sobre esse texto evangélico remeto os caros leitores ao comentário feito em nossa carta de outubro de 2016, da qual transcrevo um parágrafo: “Sem querer exorcizar o mundo que é a “nossa casa comum”, temos que reconhecer que muitas circunstâncias e até mesmo momentos históricos de mudança ou transição de época nos distanciam do projeto de Deus. Então, um mundo criado puro e cheio de luz transforma-se num deserto vazio e tenebroso; um rebanho criado à imagem e semelhança do Criador é ameaçado pela feroz investida de lobos vorazes; o homem e a mulher despojados de sua dignidade original, voluntária ou involuntariamente, tornam-se vítimas de seus próprios sonhos...”.
2.1. Pergunta-desafio. Repetimos, então, a pergunta-desafio: tudo isso tem a ver com a missão evangelizadora da Igreja? A resposta não poderia ser outra senão a oferecida pelo nosso papa Francisco que, usando termos do dia a dia, continuamente se refere a uma “Igreja em saída” ou, como fez recentemente, lembra que a Igreja não é “estacionamento”. Em recente homilia, diz o Papa que há cristãos preguiçosos, que não têm vontade de seguir adiante, que não lutam para fazer com que as coisas mudem, cristãos “estacionados” – leigos, padres, bispos… Para esse tipo de cristão, a Igreja é um estacionamento que protege a vida, e lhes dá segurança. Para ilustrar quão negativa é essa postura, Francisco conclui dizendo: “Esses cristãos parados me fazem pensar uma coisa que quando era pequeno os nossos avós nos diziam: ‘Estejam atentos que a água parada, essa que não corre, é a primeira que apodrece”.
2.2. Onde se encontra, hoje, a messe para a qual somos enviados? Isso significa que nós, os enviados por Jesus para a messe, temos que lembrar que a messe agora está na “sociedade líquida” e não somente nos limites dos dogmas e do Direito Canônico; está na era da “pós-verdade” e não somente no absoluto de afirmações doutrinárias”; está no desenvolvimento, à luz da Palavra de Deus, de uma “consciência espiritual” e não somente na “consciência emocional” que não leva a opções efetivamente evangélicas e evangelizadoras!
Sugestão para uma reflexão pessoal e/ou do seu grupo: a) em que sentido você ou seu grupo têm entendido a envio de Jesus como cordeiros em meio a lobos ferozes? b) tem-se empregado esforço bastante e adequado para superar uma ideia de evangelização conforme a tradição, assim com “t” minúsculo, já totalmente ultrapassada ou conforme a Tradição, assim com “T” maiúsculo que é a mensagem sempre atual do Reino de Deus? c) Nas atuais circunstâncias sociais, culturais e, até, religiosas, quais são os passos para um verdadeiro seguimento de Jesus cuja identidade ele deixa muito clara: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”? E em quem podemos encontrar a luz que nos guia para a vida?
3. Concluo com as palavras do Papa na EG (A Alegria do Evangelho): “Sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo atual. Na realidade, toda ação evangelizadora autêntica é sempre “nova”.
E faço minhas a presença e intercessão da primeira evangelizadora tão bem refirmadas pelo Papa no final da mesma EG: “Alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados para levar a todos o Evangelho da vida que vence e a morte. Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos para que chegue a todos o dom da beleza que não se apaga”.
Com um forte, fraterno e carinhoso abraço do irmão e amigo no Senhor Jesus Cristo,

Pe. José Gilberto BERALDO
Equipe Sacerdotal
 do Grupo Executivo Nacional do MCC do Brasil

MENSAGEM DE DOM CESLAU AOS SEUS DIOCESANOS




“A todos que estão sintonizados conosco, sou Dom Ceslau, Bispo de Itabuna até agora. O direito canônico manda que cada Bispo com 75 anos, apresenta sua renúncia aos Santo Padre. Escrevi a carta como todos os Bispos, a 2 anos atrás e o Santo Padre escreveu respondendo que “aceita a renúncia e pede que eu fique na Diocese como administrador apostólico, até a nomeação de um novo Bispo”. Isso demorou quase 2 anos.
No dia 1º de fevereiro deste ano, foi publicado e anunciado a aceitação da renúncia e em seguida foi nomeado o novo Bispo, Dom Carlos Alberto dos Santos, que foi transferido da Diocese de Teixeira de Freitas. Assim ao mesmo tempo, recebi da Santa Sé, o documento nomeando-me o administrador apostólico até a tomada de posse do novo Bispo.
Então, passaram-se 20 anos aqui em Itabuna. Preocupamos fazer o que deveria ser feito, estar bem perto de todos, procurar realmente a animar os que sofrem e os desanimados… procurar realmente crescer a Diocese, especialmente para preparar o espaço físico para trabalhar, como conseguimos a casa para o Bispo, o centro de pastoral diocesano e assim por diante. Mas estas coisas são secundárias, o mais importante que a gente se esforçou realmente, foi que a evangelização fosse dominante nesta Diocese.
Se olhar aqui na Diocese, a gente fica contente que quase todos os padres foram por mim ordenados, também fico muito contente que a nossa Diocese se abriu para as missões. Temos atualmente um missionário que é padre Luis que está em Moçambique, padre Badacer que trabalha na Pontifícia Obras Missionárias (POM) em Brasília. Isto é uma abertura da Diocese para o apelo constante dos tempos e também um incentivo do Papa Francisco.
O novo Bispo que vem, damos às boas vindas. Ficamos contentes com a sua chegada. Conheço bem Dom Carlos Alberto, fui na ordenação dele em Sergipe e também na tomada de posse em Teixeira de Freitas. Agora, ele foi nomeado pelo Papa, como o 5º Bispo da Diocese de Itabuna.
Agora eu estarei aqui preparando a chegada do novo Bispo e depois como eu digo, “a vela da vida não se apaga.” Vou procurar a servir na igreja, no que eu puder, morando em Salvador, na minha congregação redentorista. Por isso aqui, a nossa alegria da vinda do novo Bispo e também saudade deste povo tão bom daqui de Itabuna.E então, ainda, nos veremos. Por isso nossa alegria desde já.
A todos que Deus vos abençoe e proteja. Rezem por mim, para que eu seja fiel até o fim.
Que Deus abençoe a todos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém!

Fonte: http://portalcatolico.net/portal/index.php/2017/02/01/mensagem-de-dom-ceslau-aos-seus-diocesanos/

Dom Carlos Alberto dos Santos é nomeado bispo de Itabuna (BA)



Renúncia apresentada por dom Czeslaw Stanula foi acolhida pelo papa Francisco
O papa Francisco aceitou o pedido de renúncia ao governo pastoral da diocese de Itabuna (BA) apresentado por dom Czeslaw Stanula. No mesmo ato, o pontífice nomeou como novo bispo diocesano, dom Carlos Alberto dos Santos, que atualmente é bispo da diocese de Teixeira de Freitas (BA).
Sergipano, 61 anos de idade, ordenado padre em 1983, em Tobias Barreto (SE), dom Carlos Alberto dos Santos foi nomeado bispo em 15 de junho de 2005 e ordenado em 26 de julho do mesmo ano, em Aracaju (SE).

Atividades

Dom Carlos Alberto cursou Filosofia em Lorena (SP) e Teologia no Instituto Salesiano Pio XI, em São Paulo (SP). Em sua trajetória antes do episcopado, já atuou como reitor do seminário provincial Nossa Senhora da Conceição, em Aracaju (SE). Também foi responsável pela Pastoral Vocacional da arquidiocese de Aracaju (SE), assim como já foi membro do Conselho Presbiteral, do Colégio de Consultores e assistente espiritual arquidiocesano do Apostolado da Oração. Seu lema episcopal é “Per Mariam ad eucharistiam”.

Dom Stanula

O agora bispo emérito de Itabuna, dom Czeslaw Stanula, é polonês e já atuou em seu país, na Argentina e no Brasil, especialmente no estado da Bahia, onde exerceu boa parte de sua missão desde o sacerdócio nas missões populares. Dom Czeslaw foi bispo de Floresta (PE), entre 1989 e 1997; atuou como animador da Vida Consagrada no Regional Nordeste 2 da CNBB e foi membro da Comissão Episcopal de Pastoral no regional, onde também foi o responsável pela Família e pela Comunicação. No regional Nordeste 3, foi bispo referencial da Pastoral Familiar, dos Leigos e da Renovação Carismática. Dom Stanula também foi presidente do regional Nordeste 3 da CNBB.

Fonte:CNBB

16 de janeiro de 2017

COMANDATUBA: Abertura do Novenário em louvor a São Sebastião

Aconteceu no ultimo dia 11.01 no distrito de Comandatuba (Una/BA) o início do novenário em preparação a Festa de São Sebastião, no dia 20.01.










30 de dezembro de 2016

Carta MCC Brasil – Janeiro 2017 – 209ª.



Carta MCC Brasil – Janeiro 2017 – 209ª.
“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não é à maneira do mundo que eu a dou. Não se perturbe nem se atemorize o vosso coração”... (Jo 14,27).
 “Eu vos disse estas coisas para que, em mim, tenhais a paz. No mundo tereis aflições. Mas, tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33).

Muito amados leitores e leitoras: “Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (1Cor 1,3)!


Introdução.
São as palavras de Jesus que desejo colocar como tema de nossa reflexão nesta nossa primeira Carta de 2017, apropriando-me das palavras de Paulo aos Coríntios, para saudá-los com carinho no início deste novo ano. Se é grande a instabilidade política, social e até religiosa que atravessamos neste ano, as previsões para o próximo ano parecem não indicar mudanças mais profundas e positivas para o futuro, não só em nosso país como em outras partes do nosso planeta.

1. Algumas perspectivas para 2017.
Ao acompanhar as notícias globais, tanto em outras geografias como aqui, parece-nos que a maior ameaça que seguiremos enfrentando são as guerras, os ataques fratricidas, a exclusão sempre mais acentuada. E talvez um dos aspectos mais graves de tudo isso é que as ‘guerras’, em maior ou menor escala, acontecem na intimidade das famílias, mesmo das que se afirmam cristãs. Não seria provável que Jesus já estivesse prevendo essa dolorosa situação ao afirmar que: “...daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; ficarão divididos: pai contra filho e filho contra pai; mãe contra filha e filha contra mãe; sogra contra nora e nora contra sogra” (Lc 12,52-53)? Tudo isso leva ao ódio exacerbado, à violência, ao desamor e, como insiste o nosso papa Francisco, à “globalização da indiferença”. Diante de tal realidade e, infelizmente, de tais perspectivas para o ano que se inicia, parece-me não ser nem necessário que externemos nosso sonho que é, sempre, o anseio profundo de todo ser humano medianamente sensível aos problemas e desafios. Com efeito, sonhamos com a PAZ, ansiamos pela PAZ, queremos a PAZ.

2. Mensagem do Papa Francisco para o 50º. Dia Mundial da Paz.
Fechamos o parágrafo anterior com nossos sonhos, anseios e esperanças para 2017 com a palavra PAZ. Penso que ninguém melhor para traçar para nós, católicos, e até para homens e mulheres de boa vontade, um itinerário para a PAZ do que nosso papa Francisco. Permitam-me, pois, apresentar-lhes uma breve síntese da sua importante Mensagem para o Dia Mundial da Paz, no dia 1º. de janeiro de 2017, cujo foco se exprime no subtítulo: “A não-violência: um estilo de política para a paz”. Faço-o, embora esteja certo de que todos os católicos se empenham em conhecer as orientações do nosso Pastor, procurando conhecer por outros meios o inteiro teor dessa Mensagem que se desenvolve em sete grandes parágrafos: 1. Introdução; 2. Um mundo dilacerado; 3. A Boa Nova; 4. Mais poderosa que a violência; 5. A raiz doméstica de uma política não-violenta; 6. O meu convite; 7. Conclusão.

2.1. Introdução. Dirigindo-se aos povos e nações do mundo, chefes de Estado e Governo, o Papa “formula sinceros votos de paz”, almejando paz a cada homem, mulher, menino e menina e declarando sua oração para que “a imagem de Deus em cada pessoa humana nos permita reconhecer-nos mutuamente como dons sagrados dotados de uma dignidade imensa”.  A seguir, a proposta da Mensagem: “Nesta ocasião desejo deter-me na não-violência como estilo de uma política de paz, e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar na não-violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais. Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais. Quando sabem resistir à tentação da vingança, as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais credíveis de processos não-violentos de construção da paz”.

2.2. Um mundo dilacerado. No segundo parágrafo, com traços fortes, o Papa sintetiza o atual estado de violência que grassa no mundo e afirma:“Não é fácil saber se o mundo de hoje é mais ou menos violento que o de ontem, nem se os meios modernos de comunicação e a mobilidade que caracteriza a nossa época nos tornam mais conscientes da violência ou mais rendidos a ela”. E faz uma referência à prática dessa violência: “Seja como for, essa violência que se exerce «aos pedaços», de maneiras diferentes e em variados níveis, provoca enormes sofrimentos de que estamos bem cientes: guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas de tráfico humano; a devastação ambiental. E para quê?”.
2.3. A Boa Nova. Jesus nos apresenta a Boa Nova que é Ele mesmo: “O próprio Jesus viveu em tempos de violência. Ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano: «Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos» (Marcos 7, 21). Mas, perante essa realidade, a resposta que oferece a mensagem de Cristo é radicalmente positiva: Ele pregou incansavelmente o amor incondicional de Deus, que acolhe e perdoa, e ensinou seus discípulos a amar os inimigos (cf. Mateus 5, 44) e a oferecer a outra face (cf. Mateus 5, 39)”. E encerra o parágrafo dizendo: “A página evangélica – amai os vossos inimigos (cf. Lucas 6, 27) – é, justamente, considerada ‘a magna carta da não-violência cristã’: esta não consiste “em render-se ao mal (...), mas em responder ao mal com o bem (cf. Romanos 12, 17-21), quebrando dessa forma a corrente da injustiça”.
2.4. Mais poderosa que a violência. A começar por Madre Teresa de Calcutá, lembra o Papa tantas personagens que, pelo seu testemunho de vida, pela sua palavra e por suas lutas pela não-violência, ajudaram a construir a paz. E termina: Este compromisso a favor das vítimas da injustiça e da violência não é um patrimônio exclusivo da Igreja Católica, mas pertence a muitas tradições religiosas, para quem “a compaixão e a não-violência são essenciais e indicam o caminho da vida”. Reitero-o aqui sem hesitação: “nenhuma religião é terrorista”. A violência é uma profanação do nome de Deus. Nunca nos cansemos de repetir: “Jamais o nome de Deus pode justificar a violência. Só a paz é santa. Só a paz é santa, não a guerra”.
2.5. A raiz doméstica de uma política não-violenta. Se acompanhamos o dia a dia do Papa Francisco, entendemos que, nesta sua Mensagem para a paz, não poderia faltar uma forte referência à família: “Se a origem donde brota a violência é o coração humano, então é fundamental começar por percorrer a senda da não-violência dentro da família. Ela é parte daquela alegria do amor que apresentei na Exortação Apostólica Amoris laetitia, em março passado... A família é o espaço indispensável no qual cônjuges, pais e filhos, irmãos e irmãs aprendem a se comunicar e a cuidar uns dos outros desinteressadamente e onde os atritos, ou mesmo os conflitos, devem ser superados, não pela força, mas com o diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão”.

2.6. O meu convite.  As primeiras palavras do parágrafo já afirmam o convite do Papa:A construção da paz por meio da não-violência ativa é um elemento necessário e coerente com os esforços contínuos da Igreja para limitar o uso da força através das normas morais, mediante a sua participação nos trabalhos das instituições internacionais e graças à competente contribuição de muitos cristãos para a elaboração da legislação em todos os níveis. O próprio Jesus nos oferece um “manual” dessa estratégia de construção da paz no chamado Sermão da Montanha. As oito Bem-aventuranças (cf. Mateus 5, 3-10) traçam o perfil da pessoa que podemos definir feliz, boa e autêntica. Felizes os mansos – diz Jesus – os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça”.
Conclusão. “Como é tradição, assino esta Mensagem no dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Nossa Senhora é a Rainha da Paz. No nascimento do seu Filho, os anjos glorificavam a Deus e almejavam paz na terra aos homens e mulheres de boa vontade (cf. Lucas 2, 14). Peçamos à Virgem Maria que nos sirva de guia. “Todos desejamos a paz; muitas pessoas a constroem todos os dias com pequenos gestos; muitos sofrem e suportam pacientemente a dificuldade de tantas tentativas para a construir”. No ano de 2017, comprometamo-nos, através da oração e da ação, a tornar-nos pessoas que baniram dos seus corações, palavras e gestos a violência, e a construir comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. “Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz”.
Não poderia terminar sem o meu carinhoso abraço fraterno, desejando a todos e todas um fecundo e tranquilo 2017, generosamente abençoado pelo Pai Misericordioso.
Pe. José Gilberto BERALDO
Equipe Sacerdotal do
Grupo Executivo Nacional do MCC do Brasil